O universo já foi menor que a cabeça de um alfinete


Por Sergio Viula






 
Alfinetes: Antes do Big Bang, o universo pode ter sido menor que a cabeça de um alfinete.



Dando uma passada pela ARCA (Associação Racionalista de Céticos e Ateus), deparei-me com esse trecho do programa do Bill Maher, no qual ele entrevistava Neil deGrasse Tyson, esse brilhante e muito bem-humorado astrofísico. Curti tanto que decidi compartilhar com os leitores aqui do viulaateu.

De fato, nada mais encantador e intrigante do que o universo e tudo o que o compõe! Isso vale tanto para a mais leve molécula de gás como para o mais denso buraco negro, incluindo seres vivos e não-vivos no entremeio.

Daí, vi essa frase (Tyson a diz num contexto que acaba deixando desconcertado o inquebrantável Bill Maher – dei muita risada aqui): “O Universo não tem obrigação de fazer sentido para você.” Imediatamente, lembrei de um post que escrevi aqui, intitulado Existência: Surgimento, permanência e desaparecimento. Sugiro a leitura. Acho que você vai curtir.

Para não me estender muito, deixarei as senhoras e os senhores na companhia desses dois cavalheiros brilhantes e divertidos.

Antes, deixo uma palavra de encorajamento aqui:

Viva intensamente e faça essa configuração atômica incrível que é você deixar algo de positivo para as gerações futuras – algo que não tenha nada a ver com fanatismos, moralismos, auto-patrulhamentos movidos por culpas e medos, esperanças infundadas em mundos imaginários, negação do corpo, negação do mundo e da vida, submissão a humanos inescrupulosos e a seus livros sagrados ou a seus deuses sanguinários gerados nas trevas da ignorância humana desde tempos remotos, divindades continuamente buriladas a fim de parecerem mais palatáveis a cada geração que surge no planeta.

O resumo de tudo o que disse acima é simples: Torne-se dono de si mesmo e viva intensamente cada momento de prazer que a vida lhe proporcionar, tendo apenas um limite: o direito do outro à mesma autonomia e dignidade que você reclama para si mesmo.

Uma coisa é certa: Não vamos durar para sempre. Já os átomos que nos compõem, sim. Esses nunca passarão e provavelmente constituirão outros seres vivos ou não-vivos.

Ah, como diz Tyson, isso [também] não precisa fazer sentido para quem quer que seja.

Quanto a mim, só quero viver tranquilamente cada alegria que o corpo possa me proporcionar – desde uma singela e gostosa noite de sono até o amor mais intenso e envolvente, além de todos aqueles pequenos prazeres cujo valor muitos nem se importam em reconhecer. E tudo isso sem ter que pedir ou agradecer a ninguém por por essas coisas, exceto, talvez, àqueles que participam dessas gostosas e significativas vivências. E nesse sentido, a lista é grande, indo de pais e filhos (meus) ao homem que me dá o privilégio e prazer da convivência mais íntima, passando por pessoas cujos nomes são queridos e até mesmo desconhecidos. Afinal, tudo que me chega às mãos foi feito ou processado por outro ser humano em algum lugar do mundo, tão perto quanto a padaria do bairro e tão longe quanto a Dinamarca ou a Coréia.

De novo, a vida não precisa fazer o menor sentido para quem quer que seja, mas ela pode ser deliciosa! ♥♥♥♥♥♥





Originalmente publicado 3 de julho de 2016.

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