Como vencer a guerra contra a Jihad? – pelo Dr. Bill Warner


Por Sergio Viula



CARTAZES NA FOTO: O Islã conquistará o mundo / A Sharia é a verdadeira solução – liberdade vai para o inferno / O Islã dominará o mundo – a liberdade pode ir para o inferno / etc.


Muita gente anda confusa sobre como lidar com tanta informação que nos chega ao mesmo tempo. Algumas pessoas têm medo de criticar o Islã, porque acham que se deve respeitar a religião alheia. Outras estão furiosas e são capazes de segurar um muçulmanos pela barba ou uma muçulmana pelo véu e arrastar em praça pública. Nem uma coisa nem outra colaboram para a solução do problema que a jihad, não apenas o que se pensa como ataque terrorista isolado, significa para todos os não-muçulmanos. O perigo é grave e nos ronda a todos.

Por isso, hoje quero recomendar esse vídeo produzido pelo Dr. Bill Warner, do Centro de Estudos do Islão Político, logo depois da chacina na boate gay Pulse, em Orlando, Flórida. Ele fala sobre o que teria levado um muçulmano e se tornar jihadista, matar 50 gays e ferir outros 50, alguns mortalmente?

No vídeo, ele também diz porque estamos perdendo a guerra contra a Jihad e o que fazer para reverter o quadro.

A dica me veio através do perfil https://www.facebook.com/LeiIslamicaEmAcao/ no Facebook. 

Eles também mantém o blog http://infielatento.blogspot.com.br/ para chamar atenção sobre o avanço da Sharia, a lei islâmica aplicada a todos os aspectos da vida dos muçulmanos, inclusive o poder estatal onde ela é adotada.

Esse é um vídeo que TODOS e TODAS deveriam assistir, religiosos ou não, de qualquer raça, nacionalidade, gênero, orientação sexual e classe social, porque a jihad é uma empreitada global e sem prazo para encerramento. Ela aspira ao poder sobre tudo e todos até que tudo e todos estejam submetidos à Alá, o que significa dominados pelos imãs e outros líderes muçulmanos. Entenda o que está em jogo e por que os ataques não cessam.

E sobre a necessidade de se criticar o Islã, Maomé, a jihad e os sistemas políticos, econômicos, sociais e culturais que surgem a partir deles, muita gente nunca entendeu o Charlie Hebdo, inclusive quando eles falaram sobre o afogamento do menino imigrante. Sugiro que leiam esse ponto de vista publicado por mim na época em que a “treta” rolava solta nas redes sociais. Invista um tempinho nessa leitura. Acredito que será produtivo:http://www.foradoarmario.net/2016/01/sobre-o-cartoon-do-charlie-hebdo-com-o.html



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EXISTEM MUÇULMANOS E MUÇULMANAS FAZENDO UMA REFORMA POUCO BARULHENTA, MAS CORAJOSA DENTRO DO SISTEMA DO ISLÃ.

VEJA O TRABALHO DA FOTÓGRAFA LIA DARJES AQUI: 

http://www.foradoarmario.net/2016/06/fotografa-capta-imagens-de-muculmanos.html



Fotógrafa capta imagens de muçulmanos gays e muçulmanas lésbicas


REVISITANDO UM TEXTO:
Islamismo, intolerância e a resistência dos muçulmanos LGBT 11/01/2015

Por Sergio Viula



Muçulmanos LGBT nos EUA em passeata pelos direitos LGBT

Domingo passado, publiquei aqui um texto, intitulado “O que a xenofobia judaica tem a ver com a homofobia dos três monoteísmos”. Não é preciso pensar muito para se perceber que o cristianismo e o islamismo importaram da Torá muitos de seus princípios, doutrinas e mandamentos.

No texto da coluna de hoje, gostaria de pensar brevemente sobre o que há a respeito das relações entre pessoas do mesmo sexo no livro sagrado dos muçulmanos o Alcorão, também chamado de Corão.

Destaco aqui a menção feita, na 7ª Surata, ao profeta Ló – ou Lot como eles grafam no Corão:

E (enviamos) Lot,(505) que disse ao seu povo: Cometeis abominação como ninguém no mundo jamais cometeu antes de vós,

Acercando-vos licenciosamente dos homens, em vez das mulheres. Realmente, sois um povo transgressor.

E a resposta do seu povo só constituiu em dizer (uns aos outros): Expulsai-vos da vossa cidade porque são pessoas que desejam ser puras(506).

Porém, salvamo-los, juntamente com a sua família, exceto a sua mulher, que se contou entre os que foram deixados para trás.(507)

E desencadeamos sobre eles uma tempestade.(508) Repara, pois, qual foi o destino dos pecadores!

Apesar dessa passagem e mais umas poucas que abordam as relações entre homens, não se pode dizer que o Corão tenha regras realmente aplicáveis a questões contemporâneas que nada tem a ver com promiscuidade sexual, tais como: casamento igualitário e demais direitos civis dos cidadãos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Por isso, as nações que adotam o islamismo como religião oficial ou que tem maioria populacional muçulmana agem de modos diferentes para com as pessoas LGBT: há países que punem com a pena de morte qualquer pessoa encontrada em ato sexual com alguém do mesmo sexo e há países que aplicam penas mais brandas, como prisão.

É preciso esclarecer que a homossexualidade e a transexualidade nem sempre são tratadas do mesmo modo. Explico:

No Irã, homossexuais são enforcados, inclusive adolescentes. Porém, se o indivíduo for transexual e fizer a operação de adequação genital, não será perseguido. Isso porque tal pessoa será absorvida pela cultura do binarismo de gênero que os líderes islâmicos geralmente enfatizam e fazem questão de preservar.

A má notícia é que há registro de homens gays que se submeteram à transexualização para escaparem à perseguição para logo depois caírem em depressão, porque nunca foram mulheres transexuais, mas homens gays cuja identificação com o gênero masculino foi profunda e irreversivelmente violada.

Vale lembrar que essa brecha para a aceitação das pessoas transexuais não existe invariavelmente em todos os países muçulmanos. E há um estranho silêncio sobre homens transexuais, ou seja, aqueles que nasceram com genitália feminina e assumem o gênero masculino. Levando em consideração que a adequação genital de vagina para pênis não corresponde tão perfeitamente quanto seu inverso, é bem provável que os homens transexuais não desfrutem do mesmo beneficio que as mulheres transexuais – aquelas que nasceram com genitália masculina e exibem identidade feminina.

Enquanto a sanguinária perseguição contra pessoas LGBT em diversos países islâmicos continua sendo patrocinada pelo Estado ou propositadamente ignorada por ele, um filme fez enorme sucesso no Ocidente. Seu nome é A Jihad for Love. Trata-se de um documentário com depoimentos de pessoas muçulmanas que são LGBT. Elas falam de seus dramas, aspirações e vivências. A revista A Capa fez matéria sobre isso.

A rede jornalística Al Jazeera publicou notícia sobre um Imã assumidamente gay no Canadá. Obviamente, ele só pôde se assumir e permanecer em liberdade (para não dizer vivo), graças à democracia canadense e à laicidade daquele Estado. Transcrevo um trecho traduzido por mim aqui, mas a matéria pode ser encontrada no site da Al Jazeera.

Ele tem sido condenado por outros líderes muçulmanos, e alguns imãs locais têm se recusado a cumprimenta-lo. Mas o Imã Daayiee Abdullah – que se crê ser o único imã assumidamente gay das Américas – orgulha-se de sua história.

Ele nasceu e cresceu em Detroit, onde seus pais eram batistas [da Convenção Batista] do Sul. Aos 15 anos, ele assumiu-se para eles. Aos 33, enquanto estudava na China, Abdullah se converteu ao Islã, e foi estudar religião no Egito, na Jordânia e na Síria. Mas como homem gay na América, ele viu muçulmanos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros terem suas necessidades espirituais negligenciadas e se tornou o primeiro imã a oferecer apoio comunitário. (continua no site da Al Jazeera)

Por aí, já se vê que o número de pessoas LGBT entre muçulmanos não é diferente do número encontrado em outros grupos religiosos e não religiosos. Na verdade, levando-se em conta a naturalidade da homossexualidade, da bissexualidade e da transgeneridade, é de se esperar que essas pessoas sejam encontradas em quaisquer grupos humanos. Agora, o modo como cada grupo lida com essa diversidade é que pode ser produtivo ou destrutivo. Se o grupo produz e reproduz homofobia, bifobia e transfobia, então haverá sofrimento, mas se essas características humanas forem encaradas com a naturalidade que já trazem em si mesmas, então não haverá conflito quanto ao que se é, como se ama, e como se vive.

A grande questão que salta aos olhos das pessoas ateias, agnósticas e céticas é:

Para que ser religioso e querer participar de uma comunidade de fé que, além de todos absurdos do ponto de vista epistemológico, ético e existencial, ainda acumula e cultiva preconceitos contra homoafetivos, biafetivos e transgêneros?

A pergunta parece até retórica, mas não é tão simples assim. As pessoas não são religiosas porque são heterossexuais e nem deixam de sê-lo porque são lésbicas, gays, bissexuais ou transexuais.

Uma coisa, porém, é certa: o número de pessoas secularizadas em locais que são maciçamente religiosos vai crescendo discretamente. E entre elas também existem aquelas que, sendo LGBT, ousaram pensar livremente, chegando à conclusão de que religião, qualquer que seja ela, não é mais verdadeira que qualquer mito rebaixado à posição de mera produção cultural – o que não deixa de conferir-lhe algum valor, obviamente, mas longe de ser o de verdade absoluta.

Parece-me que a melhor maneira de se combater o fanatismo violento é promovendo o esclarecimento da população com foco nos direitos humanos e no pensamento secularista humanista, porque suas premissas dão espaço para a convivência pacífica de todos, sem adotar qualquer crença religiosa como verdade final.

Aliás, é esse conceito de verdade como revelação divina, que não pode ser questionada, que mobiliza tanta gente para atos de violência como o que vimos na última quarta-feira, quando extremistas islâmicos mataram Charlie Hebdo e outras 11 pessoas na França. Não nos dobremos de modo algum, mas também não percamos a clareza do pensamento racional, acompanhado daquela terna firmeza que caracteriza as pessoas serenas e donas de si, porque de fanáticos, bastam os extremistas religiosos.




Originalmente publicado em 19 de junho de 2016.

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