Ceticismo não faz mal a ninguém



Por Sergio Viula







Muitas pessoas têm medo da dúvida. Na realidade, a dúvida é um estado mental bastante incômodo para o ‘preguiçoso’ cérebro humano. Os processos cerebrais envolvidos no ceticismo – esse procedimento intelectual de dúvida permanente e de abdicação, por inata incapacidade, de uma compreensão metafísica, religiosa ou absoluta do real – podem ser desgastantes, mas nos poupam de muitas armadilhas ao longo da existência: fanatismo, comportamento sectarista, sujeição da razão à ‘autoridade’ da tradição, etc.


Algumas dicas úteis podem ser encontradas no site www.infidels.org. Compartilho uma singela lista abaixo, mas sugiro que cada um procure mais informações sobre cada uma:

1) Comportamento moral vai muito além de seguir regras sem questionamento.



2) É preciso ser especialmente cético sobre alegações positivas – aquelas que pretendem explicar como as coisas funcionam ou como devem ser.



3) Se você deseja que sua vida tenha algum tipo de sentido, vai depender de você encontrá-lo ou criá-lo.



4) Procure pelo que é verdadeiro, mesmo que isso o deixe desconfortável.



5) Faça o máximo de sua vida, pois ela é provavelmente a única que você terá.



6) Não adianta confiar em algum poder externo para mudar você; você tem que mudar a si mesmo.



7) Só porque alguma coisa é popular, isso não significa que seja boa.



8) Se você supuser alguma coisa, suponha algo passível de teste.


9) Não acredite nas coisas só porque você quer que elas sejam verdade.




E finalmente (e mais importante):


10) Todas as crenças devem estar abertas ao questionamento.




Originalmente publicado em 3 de abril de 2016.

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